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Câncer de mama: detecção precoce faz muita diferença

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde estimam que o Brasil deve diagnosticar 576 mil novos casos de câncer em 2014. Só os casos de câncer de mama devem somar 57,1 mil, atrás apenas do de pele (182 mil casos) e de próstata (68,8 mil).

Um terço das mortes de mulheres com idades entre 35 e 55 anos é provocada pelo câncer de mama. “Mulheres com idade superior a 50 anos são acometidas com maior frequência, mas a doença também pode atingir mulheres jovens”, ressalta o presidente da regional gaúcha da Sociedade Brasileira de Mastologia, Rogério Grossmann.

Sintomas

O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas. Em seu funcionamento normal, o corpo substituiu as células antigas por outras novas e saudáveis. As alterações genéticas (mutações) podem alterar a habilidade da célula de manter sua divisão e reprodução sob controle, de modo a produzi-las em excesso e formar o tumor.

O primeiro sinal da doença costuma ser a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas também devem ser considerados, como a deformidade ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

Detecção precoce

Entre os fatores de risco da doença estão idade, histórico familiar, aumento de peso, fatores genéticos, alterações histológicas da mama, uso de hormônios superior a cinco anos e alterações endocrinológicas – como antecedentes de longos períodos menstruais antes dos 12 anos ou menopausa após os 55 anos, e não ter engravidado ou tê-lo feito após os 35 anos.

Ainda não existem maneiras de prevenir completamente o câncer de mama, mas que a detecção precoce da faz muita diferença na sobrevivência e na redução da morbidade. “Programas de rastreamento têm como objetivo detectar tumores pequenos, quando ainda não há doença em locais distantes da mama. Hoje, contamos com um arsenal sofisticado na detecção precoce que envolve a mamografia de alta resolução associada a outros métodos como ressonância magnética, ultrassonografia e cintilografia mamária”, explica Grossmann.

Ele reforça que a mamografia é o principal exame de rastreamento para o câncer de mama, pois esse exame de imagem permite a redução na mortalidade em cerca de 30% entre as mulheres de 40 a 74 anos. Conforme o Inca, a mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos ou segundo recomendação médica. O Instituto aconselha que pacientes com histórico familiar da doença, devem ter acompanhamento médico a partir dos 35 anos.

Acupuntura e qualidade de vida

Para as mulheres que precisarem se submeter a uma cirurgia para retirada do câncer de mama, o alívio do pós-operatório pode ser potencializado com a ajuda da Acupuntura. Uma pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) comprovou os efeitos da técnica milenar chinesa na reabilitação e na melhora na qualidade de vida dessas pacientes.